Profissionais explicam o que pode ser aproveitado na reforma do imóvel entregue pela construtora

Os arquitetos Renato Andrade e Erika Mello, do escritório do Andrade Mello Arquitetura, e Pati Cillo, à frente do Pati Cillo Arquitetura, relatam suas experiências em projetos realizados em um imóvel novo

Todos os revestimentos dessa varanda é original da construtor, por regras do condomínio não podiam ser modificados. Projeto Andrade & Mello. Foto Luís Gomes.

A compra de um novo apartamento implica em mais decisões do que se imagina. Ao receber as chaves da construtora, abrir as portas para o vazio que ecoa dos ambientes por todos os metros quadrados do imóvel e, imaginá-lo decorado de acordo com os sonhos cultivados por tantos meses de espera, enche o coração do novo dono de alegria. Ao mesmo tempo abre-se algumas questões: a escolha do profissional certo para seguir à frente do projeto e obra e a parte financeira. Como fazer para economizar e chegar ao resultado esperado?

Pensando nessa questão, os arquitetos Renato Andrade e Erika Mello, do Andrade & Mello Arquitetura, e a arquiteta Pati Cillo, doPati Cillo Arquitetura, afirmam que muitos pontos de um apartamento entregue pela construtora podem ser reaproveitados no projeto. Os profissionais revelam seus olhares sobre o entendimento e reaproveitamento de materiais originalmente escolhidos e padronizados pelo construtor.

1) Primeiro passo: momento da observação 

7

O branco nas paredes é padrão e foi aproveitado e alinhado com a decoração do apartamento. Projeto Pati Cillo. Foto Eder Lizier.

Ao receber o imóvel pronto, morador e o profissional devem observar todos os detalhes com uma atenção mais apurada. A arquitetaErika Mello indica avaliar os acabamentos e revestimentos de pisos e paredes, testar torneiras e vasos sanitários, conferir o caimento do banheiro para o ralo, quadro elétrico, tomadas e interruptores. “Aconselho também uma inspeção apurada nos caixilhos, portas e janelas para atestar se foram instaladas corretamente e se fazem o movimento normal de abrir e fechar”, diz Pati Cillo.

O memorial descritivo fornece para o comprador a lista completa dos materiais e os respectivos fornecedores utilizados para a realização da obra. Com esse escopo em mãos, a validação sobre a qualidade e a origem do produto ajuda a validar sua permanência ou não no imóvel e dores de cabeça no futuro. “Essa etapa colabora muito na economia financeira e de tempo para o morador habitar seu novo lar”, ressalta Erika.

2) Acabamentos originais x Decoração

Como a varanda fica à mostra na fachada, os profissionais mantiveram os revestimentos originais. Projeto Andrade & Mello Arquitetura. Foto Luis Gomes.

 

As construtoras entregam os apartamentos com acabamentos padronizados e determinam o que não pode ser modificado. O profissionalRenato Andrade afirma que a fachada de um apartamento é parte mais complicada para ser trabalhada, já que os revestimentos ficam à mostra na fachada do prédio. Mas é possível alinhar o acabamento original que geralmente adentra a varanda com uma decoração ao estilo do morador.

Dentro da futura residência, os tons neutros prevalecem na entrega do apartamento. Após a avaliação sugerida na passo anterior, é possível aproveitar o revestimento empregado em piso e parede dos ambientes. Diante dessa viabilidade o profissional de arquitetura parte desse ponto para continuar na escolha das peças a serem utilizadas no décor.

Todos os profissionais concordam que é também usual conservar as bancadas de cozinha e banheiros. “Caso a cozinha mude de lugar ou o projeto demande uma bancada maior, conseguimos incorporar a original e contratar uma empresa especializada para completar a parte faltante”, acrescenta Erika

 

A profissional indicou que a bancada original do banheiro podia ser mantida no projeto. Projeto Pati Cillo. Foto Eder Lizier.

3) Economia de dinheiro e tempo

A arquiteta Pati Cillo garante que indicar o que pode ser mantido na obra faz com que o cliente reforce sua confiança com o profissional contratado. Tanto ela, como Renato e Erika são enfáticos em destacar que a transparência e a consciência são fundamentais nessa vivência com proprietário do imóvel.

Além da parte financeira, o reaproveitamento de materiais se traduz em um consumo consciente e sustentável. “O quebra-quebra de um piso sem critérios e apenas por querer trocar deve ser evitado, já que a conduta produz um lixo desnecessário e provoca impacto ambiental”, finaliza Renato.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.